Agentes recebem capacitação para controle de vetores

Servidores da Secretaria Municipal de Saúde da Estância Turística de Paranapanema receberam nesta terça-feira (03) um treinamento para o controle de vetores (insetos que proliferam doenças). Os ensinamentos foram transmitidos pelos técnicos das SUCEN – Superintendência de Controle de Endemias, de Botucatu/SP.

“Por estarem sempre tão perto, convivendo com a população todo o tempo, é necessário um controle rigoroso desses insetos. Por isso é importante este treinamento, precisamos estar prontos para evitar uma possível epidemia”, disse a Secretária de Saúde, Maria Aparecida Leonel. Na oportunidade, a secretária enalteceu o trabalho dos representantes das SUCEN-Botucatu, Marcelo Silva Andrade e Celia Regina Dantas Dosa Gushi.

São considerados vetores, mosquitos do gênero Aedes, principalmente o Aedes aegypti e Aedes albopictus. Eles sobrevivem alimentando-se de seiva de plantas, as fêmeas necessitam de sangue para a maturação dos ovos. Devido a seu hábito de colocar seus ovos em recipientes artificiais, adaptaram-se facilmente ao ambiente domiciliar e convívio com o homem.

Como é feito o controle de vetores?

Controle Biológico

É o uso de parasitas, patógenos ou predadores naturais para o controle de populações do vetor, tais como Bacillus thuringiensis istraelensis (BTI)  ou  peixes que comem as larvas do mosquito como Gambusia affinis.

Controle mecânico ou ambiental

Utilizam-se métodos que eliminam ou reduzem as áreas onde os vetores se desenvolvem como a remoção da água estagnada, a destruição de pneus velhos e latas que servem como criadouros de mosquito. Ou podem ser utilizados métodos que limitam o contato homem-vetor como mosquiteiros, telas nas janelas das casas ou roupas de proteção.

Controle Químico

É o uso de inseticidas para controlar as diferentes fases dos insetos. Para o controle de insetos vetores de doenças são utilizados produtos formulados de acordo com a fase e os hábitos do vetor. Os inseticidas podem ser classificados como larvicidas, cujo alvo são as fases larvárias, ou adulticidas, direcionados a controlar os insetos adultos, para o qual é utilizada aplicação residual ou aplicação espacial.

Desde 1998, o Programa Nacional de Controle da Dengue/MS vem avaliando novas alternativas de controle químico e analisando a resistência de populações de Aedes aegypti provenientes de municípios de diferentes regiões do país aos inseticidas recomendados pelo PNCD bem como para novas formulações.

Periodicamente, um grupo de especialistas nas áreas de entomologia, controle vetorial e gestores se reúnem para avaliar os resultados dos estudos realizados e recomendar ações para o controle vetorial.

O último encontro foi realizado entre 11 e 12 de abril de 2012 durante II Seminário Internacional para Avaliação de Ações de Controle Químico de Aedes Aegypti no Brasil e o resumo executivo pode ser acessado aqui.

Para executar ações de controle vetorial, é importante seguir alguns procedimentos de segurança.

As recomendações atuais podem ser acessadas no Controle de Vetores – Procedimentos de Segurança

Controle de Vetores/Inseticidas e Larvicidas

O controle de vetores em Saúde Pública engloba uma série de metodologias para limitar ou eliminar insetos ou outros artrópodes que transmitem patógenos causadores de doenças.

O controle vetorial pode ser dividido principalmente em controle biológico, mecânico ou ambiental e químico.