Você sabe o que é o “Botulismo”?

O botulismo é uma doença neuroparilitica grave, não contagiosa, causada pela ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum. É uma doença bacteriana rara, que entra no organismo por meio de machucados ou pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente os enlatados e os que não tem preservação adequada.

As consequências são sérias e a doença pode levar à morte por paralisia da musculatura respiratória.

Existem três formas de identificar o botulismo, em todas elas as manifestações são neurológicas e ou gastrointestinal.

As formas do botulismo são: Alimentar, por ferimentos e intestinal.

Todas as formas de botulismo podem matar, se não tratadas adequadamente, e são consideradas emergenciais médicas. Por isso, com a presença de qualquer sintoma é essencial procurar ajuda médica imediata. No Brasil, o botulismo está diretamente relacionado à contaminação alimentar.

O botulismo é transmitido por uma bactéria que produz esporos que sobrevivem até em ambientes com pouco oxigênio, como alimentos em conserva ou enlatados. Ele produz uma toxina que, mesmo se ingerida em pouquíssima quantidade, pode causar envenenamento grave em questão de horas.

Os esporos desta bactéria são amplamente distribuídos na natureza como em solos e sedimentos de lagos e mares. Estão presentes também na água não tratada e em produtos agrícolas, como os legumes, vegetal e mel e em intestinos de mamíferos, peixes e vísceras de crustáceos.

As principais formas de transmissão do botulismo são:

Alimentar, por ingestão de toxinas em alimentos contaminados e que foram produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos envolvidos mais comuns são: conservas vegetais, principalmente as artesanais como palmito, picles e pequi, produtos cárneos, curados e defumados de forma artesanal como as salsichas, presunto, carne frita conservada em gordura e carne em lata, pescados defumados, salgados e fermentados, queijos e pasta de queijos e raramente os alimentos enlatados industrializados.

Através de ferimentos o botulismo pode ser transmitido, apesar de ser uma das formas raras, porém acontece e é causado pela contaminação de ferimentos com C. Botulium. As principais portas de entrada para os esporos são úlceras crônicas com tecido necrótico, fissuras, esmagamentos de membros, ferimentos em áreas profundas mal vascularizadas ou, ainda, àqueles produzidos por agulhas em usuários de drogas injetáveis e lesões nasais e sinusais, em usuários de drogas inalatórias.

O botulismo intestinal é uma das formas de transmissão, sendo que neste caso, os esporos contidos em alimentos contaminados se fixam e multiplicam no intestino, onde ocorre a produção e absorção de toxina. Em adultos, são descritos alguns fatores de risco, como cirurgias intestinais, Doença de Crohn ou uso de antibióticos por tempo prolongado, que levaria à alteração da flora intestinal.

Já o botulismo infantil, este é do tipo intestinal, mais frequente em crianças com idade entre 3 e 26 semanas. Uma das principais causas é a ingestão de mel de abelha nas primeiras semanas de vida. Os casos de botulismo infantil têm sido notificados na Ásia, Austrália, Europa, América do Norte e América do Sul.

Os sintomas do botulismo variam de acordo com o tipo de infecção da doença, no entanto os mais comuns da doença, de forma geral são as dores de cabeça, vertigem, tontura, sonolência, visão turva, visão dupla, diarreia, náuseas, vômitos, dificuldade de respirar, paralisia descendente de musculatura respiratória, braços e pernas, comprometimento de nervos cranianos, prisão de ventre e infecções respiratórias.

Para prevenir o botulismo, existem algumas formas e a melhor delas está no cuidado com o consumo, distribuição e comercialização dos alimentos, além, é claro, da higiene na hora de limpar os alimentos e as mãos.

Toda atenção é pouca, por isso adote algumas medidas para evitar a contaminação pela bactéria causadora do botulismo, lembrando que as principais formas de prevenir o botulismo são:

Evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alteração no cheiro e no aspecto.

Produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereça segurança devem ser fervidos ou cozidos por pelo menos 15 minutos antes de serem consumidos.

Não conserve alimentos a uma temperatura acima de 15ºC.

O preparo de conservas caseiras deve obedecer rigorosamente aos cuidados de higiene.

Certifique-se de que essas medidas foram adotadas pelo estabelecimento que preparou o alimento.

Lave sempre as mãos antes de manusear qualquer alimento, já os alimentos devem ser lavados e conservados rigorosamente dentro das especificações.

O mel é um dos alimentos mais perigoso se for mal conservado. Nunca de mel para uma criança com menos de um ano de idade.

As complicações do botulismo se dão pela toxina que afeta o controle motor e por essa razão pode levar a diversas complicações. Ela pode levar à insuficiência respiratória que, no geral, é a forma mais comum de morte causada pelo botulismo.

Outras complicações podem incluir a dificuldade para falar, dificuldade para engolir, fraqueza de longa duração, fadiga, pneumonia por aspiração e infecção e problemas no sistema nervoso em geral.

Para diagnosticar o botulismo, geralmente começa com um exame físico feito pelo próprio médico no consultório. Nesta consulta, o profissional de saúde poderá pedir outros exames neurológicos, de imagem e laboratoriais para completar a investigação e confirmar o diagnóstico.

Nesta consulta o médico observa os seguintes sintomas:

Ausência ou diminuição dos reflexos do tendão profundo, ausência ou diminuição do reflexo faríngeo, pálpebra caída, perda da função ou sensibilidade muscular, intestino paralisado, comprometimento da fala e retenção urinária com possível incapacidade de urinar.

Para o tratamento, o êxito está diretamente ligado à precocidade com que é iniciada e as condições do local onde será realizada. O tratamento deve ser realizado em unidade hospitalar que disponha de condições

Botulismo tem cura e o tratamento imediato reduz significativamente o risco de morte do paciente, mas é preciso acompanhamento médico. Além disso, o processo de recuperação é lento e depende de como o sistema imunológico reage para eliminar a toxina do corpo. Se tratado adequadamente, a doença tem cura e não deixa sequelas.